Bebê

Curiosidades o cérebro e o desenvolvimento dos bebês

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Os avanços nas pesquisas científicas comprovam cada vez mais o quanto é importante criar vínculos e se comunicar com as crianças desde quando são recém-nascidas. Em uma recente matéria publicada pela revista National Geographic, novas descobertas sobre como funciona a mente dos bebês foram relatadas, fortalecendo a tese de que eles percebem e compreendem mais do que imaginamos.

Um dos resultados descritos na revista mostra que, segundo pesquisa de Hallam Hurt, crianças pequeninas que recebem mais atenção e cuidados são propensas a ter o QI mais alto comparadas a outras que crescem nas mesmas condições socioeconômicas, porém com menos zelo. Além disso, ela constatou que as crianças que recebiam mais estímulos desenvolveram melhor as dimensões do hipocampo, área ligada à memória.

Não se engane com as frases de uma só sílaba dos bebês! Outro experimento, feito por neurocientistas, mostrou que as crianças já sabem distinguir tempos verbais e entender a construção de frases muito antes de desenvolver a fala. A capacidade se intensifica por volta dos dois anos. Nessa fase, mesmo sabendo formar poucas frases, elas sabem até mesmo detectar erros de concordância, mudando os padrões de atividade neural quando a frase está incorreta. Incrível, né?!

A publicação mostrou ainda, por meio de pesquisas científicas, que o contato afetivo e o estímulo através de conversas, brincadeiras e cuidados são um verdadeiro portal para o desenvolvimento linguístico, cognitivo e emocional. Detalhe importante: ao testar as influências externas, os estudiosos perceberam que esse contato deve ser dos pais e pessoas próximas. Estimular o bebê apenas com o uso de tablets, televisão e outros aparelhos eletrônicos não traz os mesmos benefícios.

As curiosidades relatadas na publicação reforçaram ainda a importância do reforço positivo com elogios, de estabelecer limites mesmo que a criança ainda não fale (pois ela já entende), de controlar a emoção dos adultos para que as crianças não absorvam as tensões e de brincar muito em família.

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Aumento das licenças de paternidade e maternidade

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Recentemente um deputado colocou em pauta no senado a discussão sobre a duração das licenças maternidade e paternidade, lançando a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 41/2015. Ela sugere que pais possam estender sua licença-paternidade de 5 para 30 dias sem sofrer prejuízos no salário.

O projeto ainda visa aumentar o tempo da licença-maternidade, que hoje dura 120 dias, para 180 dias de recesso do trabalho após a chegada do bebê. A exceção fica por conta de funcionárias públicas – que já têm direito aos seis meses de licença – e de mulheres que trabalham em companhias participantes do Programa Empresa Cidadã, que também garante esse tempo de afastamento.

O aumento de ambas as licenças garante a criança e aos pais mais conforto, já que os primeiros meses depois do parto são de adaptação e nem sempre são fáceis. Recém-nascidos precisam de cuidado constante e muita atenção. Dependem da mãe e do pai para comer e para se limpar.

Para a mãe, que além de enfrentar uma mudança enorme na sua vida, ainda tem que lidar com as mudanças do seu corpo, que aos poucos está voltando ao normal, um período maior ao lado de bebê significa mais tempo para estender a amamentação exclusiva, que deve ir até os seis meses.

O período oficial de licença-paternidade é muito curto, porque muitas mães chegam a passar três dias na maternidade, onde têm acompanhamento constante das enfermeiras, e o restante do tempo é curto para o pai conhecer o bebê, aprender a fazer coisas básicas, como trocar a fralda e dar banho, e ajudar a mamãe com a recuperação.

Além disso, a mulher começa a ser mãe no momento em que descobre que está grávida, mas o homem só sente a paternidade de fato quando o bebê nasce, conforme pesquisas. Ao voltar ao trabalho e deixar a mulher e o bebê em casa em tão pouco tempo, o papai precisa interromper esse processo, e nasce a sensação de exclusão.

Ficar mais tempo ao lado da mulher e do bebê significa criar laços mais profundos, conviver mais diretamente com a paternidade e vivenciar os desafios de ser pai de uma forma muito melhor.

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“Dá vontade de morder!”

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Sabe quando a gente olha para um bebê fofinho, com pés pequeninos, pele macia, bochechões e temos o impulso de querer apertar ou morder? Acredite, existe uma explicação científica para isso!

Segundo pesquisadores da Universidade de Yale, nos Estados Unidos, é natural do ser humano responder a uma experiência positiva com uma ação “negativa” para regular suas emoções quando os sentimentos afloram. Não significa que você tem vontade de machucar a criança, mas o cérebro envia essa mensagem de morder, socar e apertar para que se recomponha da euforia ao ver a fofura. Para que entenda melhor, o mecanismo é o mesmo de quando choramos de alegria, rimos de nervoso ou temos vontade de bater forte na mesa numa partida de Truco. Nesse último exemplo, você não está com raiva, mas se os jogadores estiverem empolgados, a reação se parecerá com esse sentimento. Curioso, né?!

Então você já sabe por que a maioria das pessoas gosta de deixar as bochechas do bebê rosadinhas e de amassá-lo em um abraço. A reação é normal e, desde que a criança não se machuque e o adulto tenha bom senso, é só uma expressão engraçada de afeto.

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Importância da comunicação

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A capacidade de se comunicar por meio da fala é uma das características mais importantes do ser humano, responsável por declarar e sanar suas necessidades há milhares de anos. Mas, muito antes das primeiras palavras, o bebê já começa a se expressar, seja pelo choro, por balbucios, risadas, expressões faciais ou movimentos. É importante que já nessa fase ele tenha contato com a oratória, para que se familiarize com essa forma efetiva de comunicação.

Fale com o bebê sempre que interagir com ele: na hora de alimentar, trocar, dar banho, passear… No início, sua voz será somente uma parte do mundo que está se formando diante dele, mas aos poucos ambos começarão a se entender. Os sinais da criança ficarão mais claros para você, e suas palavras farão sentido a ela.

Quando o bebê começar a emitir os primeiros sons, celebre cada tentativa de palavra, respeitando sempre o seu tempo para se desenvolver. Tão logo ele aprenderá a pronunciar água, mamãe, papai, papá (papar, comer) e outras tantas palavrinhas que refletirão suas necessidades e desejos, e serão aos poucos aperfeiçoadas em frases claras.

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Tchau, mamadeira!

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Goigoi, pule, dedê… A mamadeira faz parte da primeira infância de muitas crianças e recebe até apelidos especiais, mas chega uma hora em que ela precisa ficar para trás e dar lugar aos copos.

Não há consenso entre os pediatras sobre a idade de retirada da mamadeira, mas em geral a recomendação é que a transição para o copinho ocorra entre o primeiro e o terceiro ano de vida. O processo fica mais fácil se, a partir dos 6 meses, quando a criança começa a tomar sucos e água, ela já use copinhos com tampas adaptadas em vez de mamadeiras, sempre com a supervisão de um adulto.

Mais tarde, quando você percebe que a coordenação motora da criança já a torna capaz de segurar o copo sozinha e com firmeza, é um bom momento para começar a substituição definitiva.

O primeiro passo desse processo é explicar com clareza ao seu filho que ele está crescendo e que, por isso, precisa usar copo ou caneca como as crianças maiores e os adultos fazem. Não adianta simplesmente jogar a mamadeira fora escondido, pois isso só causará um sofrimento desnecessário. A melhor escolha é sempre fazer a criança se sentir grande e independente para fazer a transição.

Depois da conversa franca, é hora de escolher o primeiro copo, dando preferência aos que têm asas laterais para ajudar na coordenação. Seguindo esse critério, escolha uma opção bem bonita para dar de presente, ou leve a criança para decidir que copinho usará. Encare essa etapa de forma leve e divertida.

Com o copo e a mamadeira em casa, você pode sugerir doar a segunda para os bebês que precisam, fazer uma troca por um brinquedo legal, ou negociar a despedida da pule de outra forma. Aí inicie a transição aos poucos. Comece tirando a mamadeira do dia e, quando seu filho estiver acostumado, tire também da noite. Algumas crianças ficam tão empolgadas com o novo copo e com a ideia de estarem “grandes” que até se esquecem da pule antes de dormir.

Cada criança é única, e não há fórmula exata para que a “dedê” seja substituída, mas é importante que de alguma forma essa troca seja realizada, pois o uso de bicos artificiais leva à respiração bucal, alteração na ossatura e musculatura da boca e no posicionamento da língua e dos dentes. Se necessário, converse com o pediatra para auxiliar nesse processo.

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