Comportamento

Meus filhos passam pra minha cama no meio da noite. E agora?

Quem nunca foi acordado no meio da noite pelos filhos querendo um espaço na nossa cama, né? Mas apesar de comum, essa situação causa muita preocupação. Como a gente faz pra ensinar nossos pequenos a dormirem sozinhos?

Primeiro, é preciso entender que é normal a criança ter medo. Podem ser vários os motivos: do escuro, de ficarem sozinhas, de coisas ruins que elas mesmo imaginam… sabendo da onde vem o sentimento de insegurança, fica mais fácil acabar com ele. Por isso, a primeira coisa a fazer é ter uma conversa ver o que está acontecendo.

É importante que você nunca menospreze seus filhos. O papel dos pais é justamente proteger. O que você deve fazer é tranquiliza-lo. Mostrar que está tudo bem e que você sempre estará por perto, mesmo dormindo em quartos separados.

A dica é usar a criatividade de acordo com a idade. Se o problema forem os monstros, faça uma “caça aos monstros” junto com eles e use um “raio antimonstro” pra proteger cada canto do quarto. Bichinhos de pelúcia ou animais de estimação também são muito bem-vindos, pois passam segurança.

Em caso de medo do escuro, deixe uma luz de presença (aquelas de ligar na tomada que iluminam bem fraquinho) ligada durante a noite. Também é aconselhável definir bem os horários do dia a dia e criar algumas situações relaxantes, como ler na cama.

Se o seu filho já for maiorzinho, tipo uns 10 anos, não se desespere. Isso acontece. O amadurecimento não é um processo totalmente linear e regressões são bem comuns. Deixe para procurar ajuda profissional só se ele estiver tendo algum tipo de problema físico, como insônia.

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Cabelo Infantil: os principais cuidados

Qual mãe não tem dúvidas sobre com qual periodicidade se deve cortar, quantas vezes se deve lavar e, ainda por cima, qual produto é o mais indicado para usar no cabelo dos pequenos?

corteO primeiro corte

Não há uma fase certa para a criança fazer sua estreia no cabeleireiro. O motivo é simples: alguns bebês nascem tão cabeludos que, quando completam um mês, já precisam “urgentemente” aparar a cabeleira. Outros, por sua vez, não cultivam mais que uma dúzia de fios tímidos e demoram a precisar do primeiro corte.

 O drama de ir ao cabeleireiro

Quando as crianças estão mais crescidas, começa o drama. Não force a barra: faça da ida ao cabeleireiro uma rotina divertida! Ele está assustado? Brincar um pouco com o cabeleireiro, algumas conversas engraçadas, sem forçar a situação, e ver a mamãe e o papai felizes enquanto cortam o cabelo podem ajudar bastante.

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Produtos mais indicados para lavar o cabelo deles

Os pequenos costumam não ter oleosidade em excesso ou problemas no couro cabeludo. Por essa razão, os cuidados com cabelos de bebês até dois anos são simples e um shampoo neutro para bebês dará conta do recado.

A partir dos dois anos, pode-se acrescentar à rotina o condicionador ou creme para pentear próprio para o cabelo infantil. Servem os que possuam composição mais suave, sejam anti-alérgicos e tenham o PH equilibrado.

Produtos infantis podem ser usados até os 12 anos. Após essa idade, os pequenos começam a suar mais e precisam de produtos mais poderosos.

A frequência de lavar

O cabelo pode ser lavado todo dia, principalmente se o couro cabeludo ficar suado. Mas isso não é regra, uma vez que o cabelo deles não costuma ter oleosidade.

Secador e chapinha

Atenção ao ressecamento: não é aconselhável usar secador e chapinha no dia a dia, pois o cabelo infantil é mais sensível que o adulto. Por isso, lave o cabelo dos pequenos de manhã ou à tarde, e deixe secar naturalmente! ;)

 

 

 

 

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Tarefas domésticas: o que seu filho pode fazer, por idade

Pega uma vassoura para varrer o chão ou um banquinho para ficar na altura da pia na hora de lavar louça… Essas são cenas que se repetem entre diversas famílias. Porque, devido ao fato de os pequenos aprenderem por imitação, é natural que eles desenvolvam algum interesse pelas atividades domésticas ao ver a mamãe e o papai tentando manter a casa em ordem. Até serem obrigados a ajudar de verdade.

Incluir a criançada em algumas atividades domésticas pode ser algo bastante positivo para torná-la participante da dinâmica familiar e contribuir para o desenvolvimento do seu senso de responsabilidade e organização desde cedo. Porém, tudo tem o tempo certo, e preparamos uma lista com as atividades mais indicadas para cada faixa etária. Confira e prepare-se para ganhar um excelente e animado ajudante!

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2 a 3 anos

Eles adoram ajudar, mas às vezes acabam é “atrapalhando”. Mesmo assim, é possível introduzir algumas tarefas pare envolvê-los e dar uma resposta a esse espírito tão prestativo. A dica é começar por atividades que façam parte do seu universo, como organizar os brinquedos ou cuidar do cãozinho. Tudo com a ajuda e a supervisão da mamãe.

Tarefas apropriadas para esta idade:

  • Devolver os brinquedos no lugar
  • Ajudar a alimentar os animais de estimação
  • Tirar poeira dos móveis (ao invés de usar um pano normal, enfiar uma meia velha nas maõzinhas)

4 a 5 anos

As crianças nessa fase são bastante prestativas, sempre interessadas em aprender e experimentar algo novo. Aqui, grande parte das tarefas já pode ser realizada sem a supervisão adulta, embora seja recomendado que a mamãe sempre fique de olho.

Tarefas domésticas apropriadas para esta idade:

  • Ajudar a arrumar a cama.
  • Colocar e tirar a mesa de café, almoço e jantar (sem deixá-los manusear objetos cortantes, quentes ou afiados).
  • Levar a roupa suja para a lavanderia, colocando-a dentro do cesto ou da máquina.
  • Ajudar a limpar alimentos derramados ou espalhados.

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6 a 7 anos

Durante essa fase, a criança já começa a entender melhor as noções de responsabilidade de cuidado e sua coordenação motora já está bastante desenvolvida. Então, você poderá tirar bastante proveito das atividades para ensiná-la a ser mais organizada e a manter tudo sempre limpo.

Tarefas domésticas apropriadas para esta idade:

  • Esvaziar o lixo do banheiro.
  • Tentar dobrar algumas roupas e manter o guarda-roupa em ordem.
  • Regar as plantas.
  • Ajudar a arrumar as compras de supermercado.

A partir dos 8 anos

Esta é uma fase em que os pequenos valorizam a sua independência e autonomia, por isso, é importante delegar atividades que eles possam começar e terminar sozinhos. Se for possível, você pode, inclusive, estipular um valor de mesada ou semanada como recompensa pelo cumprimento de alguns afazeres.

Tarefas domésticas apropriadas para esta idade:

  • Limpar o quarto.
  • Carregar sacolas leves da compra de supermercado.
  • Levar o lixo.
  • Ajudar a lavar o carro.
  • Alimentar e dar banho no animal de estimação.
  • Ajudar na limpeza e manutenção da área externa da casa.
  • Estender e recolher roupas do varal.
  • Lavasr a louça (excluindo itens cortantes ou quebráveis).
  • Ajudar a cuidar do irmãozinho mais novo (com 10 anos ou mais).

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Livros infantis para espantar o medo

Medo do escuro, de bichos, de monstros… Depois dos dois anos de vida, muitos são os temores que podem amedrontar a criança e tirar a sua paz. Se eles são inevitáveis e fazem parte do desenvolvimento da consciência da criança, a boa notícia é que a literatura pode ser uma ótima ferramenta para ajudá-la nesse processo.

Ao identificar, nas histórias, os medos que também fazem parte do seu universo, os pequenos compreendem melhor o que estão sentindo e aprendem a enfrentá-los e se fortalecer diante deles. Cada personagem que consegue ser bem-sucedido contra seus próprios medos serve como um incentivo para a criança, mostrando que ela não é a única e que é possível ser vitorioso nesse processo.

Então confira, abaixo, alguns livrinhos que separamos por faixa etária, para dizer adeus aos medos do seu filho.

O medo mora embaixo da cama – a partir de 2 anos 

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Texto: Mariza Tavares
Ilustrações: Nina Millen
Editora: Globinho

As luzes do quarto se apagam e João já arregala os olhos imaginando monstros debaixo da cama, dentro do armário ou em algum cantinho do quarto. Aos poucos, ele vai descobrindo que as cobras e dragões nada mais eram do que brinquedos ou peças de roupa espalhados por ali. De maneira simples e bastante divertida, a história traz uma ótima abordagem para esse medo clássico da infância.

Quem tem medo de quê? – a partir de 3 anos

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Texto: Ruth Rocha
Ilustrações: Mariana Massarani
Editora: Salamandra

O livro faz parte da série “Quem tem medo?” da consagrada e premiada Ruth Rocha. Nessa obra, a autora traz rimas deliciosas e divertidas que falam do pavor de vampiro, injeção, cachorro, e até de piolho! O texto descontraído combina perfeitamente com as coloridas ilustrações da também consagrada Mariana Massarani, trazendo o assunto de maneira leve como a criançada gosta.

O menino que tinha medo de errar – a partir dos 4 anos

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Texto: Andrea Viviana Taubman
Ilustrações: Camila Carrossine
Editora: Escrita Fina

Não é só de monstro e escuro que as crianças têm medo. O maior medo de Pedro é de errar e, por isso, ele acaba perdendo a chance de fazer várias coisas legais. Até o dia em que ele sonha com uma fada que o leva para conhecer o Reino da Perfeição – e então ele entende que ninguém acerta o tempo todo.

A Princesinha Medrosa – a partir de 5 anos

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Texto e ilustrações:Odilon Moraes
Editora: Cosac Naify

Uma princesinha é atormentada pelo medo do escuro, da solidão e da pobreza é a protagonista dessa história singela cheia de ilustrações lindas. Embora cercada de luzes, de pessoas e de vários objetos valiosos, o medo que algo possa lhe faltar não a abandona. Até o dia em que, durante um passeio, ela se perde da sua comitiva e conhece um menino que gosta de deitar na beira do rio e contar estrelas. Isso basta para que ela comece a enxergar o mundo de uma forma diferente. A obra foi vencedora do prêmio de Melhor Livro para Crianças da Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil (FNLIJ).

Onde está a bruxa? – a partir de 6 anos

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Texto:Ilan Brenman
Ilustração: Evelyn Daviddi
Editora: Scipione

Com rimas divertidas e narrativa fluente, o autor desmistifica a figura da bruxa. Um garotinho é sempre alertado para a possibilidade da vilã estar à espreita. Seja no quarto, no banheiro ou na sala, sempre há uma sugestão esperta para evitar esse encontro. Porém, a bruxa nunca aparece e o garotinho consegue perceber que tudo era invenção da sua mente e já é hora de dormir de novo.

Alguns medos e seus segredos – a partir de 7 anos 

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Texto: Ana Maria Machado
Ilustrações: Alcy Linares
Editora: Global

O livro reúne três histórias deliciosas: Mãe com medo de lagartixa, Com licença, seu bicho-papão e O lobo mau e o valente caçador. Em todas elas, a autora que ocupa a cadeira número 1 da Academia Brasileira de Letras mostra aos pequenos leitores que todo mundo tem algum medo. Não importa quem seja, nem a idade que tenha, até mesmo a mamãe trem seus temores e isso não é bobagem.

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“Namorinho” entre crianças: certo ou errado?

De repente o pequeno ou a pequena chegam em casa e dizem radiantes: estou namorando! Se no caso das meninas, os papais costumam ter um acesso de ciúmes, a maioria das mamães acha uma gracinha essa manifestação de carinho e acaba embarcando nessa “brincadeira”. Brincadeiras entre as mães do “casal” surgem, troca de carinhos e presentes… Mas, apesar de toda fofura envolvida, será que esse tipo de envolvimento precoce é realmente adequado e saudável para os pequenos?

Segundo a psicoterapeuta infantil Daniella Freixo de Faria, esse tipo de brincadeira surge por volta dos 4 aos 7 anos de idade, momento em que a criança começa a descobrir o universo do sexo oposto com mais simpatia. É a hora em que as meninas vão sair um pouco do mundo cor de rosa e aprender a se divertir com os garotos e os meninos vão largar a bola e pegar a espada para salvar as princesas. É o tempo em que a criança descobre quem ela gosta como parceiro de brincadeira, mas não um parceiro amoroso, ou namorado.

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Segundo Daniella, encarar uma super amizade como um namoro precoce pode acabar gerando uma série de confusões, crises de ansiedade e frustrações na criança. As crianças sentem o peso de não saber lidar com um tipo de compromisso que não é normal para a sua idade e seu coração e a sua mente ficam carregados. Os pais, por sua vez, também acabam preocupados com os passos que ajudaram a acelerar e, desesperados, querem retornar, quando o seu filho acaba frustrado.

Então o que fazer? O ideal é ser bastante acolhedor quando a criança aparecer com essa novidade, mas orientá-la dizendo que ainda não chegou a hora de ter um namorado ou namorada. Diga que ela viverá isso quando foi maior e que hoje é hora de brincar e ser livre para brincar com vários amigos e amigas. Não deixe que ela trate o super amigo com exclusividade demais e evite brincadeiras.

Com essa leveza, a brincadeira cresce e elimina as tensões nessa nova amizade, não deixando a criança se sentir começando algo que um dia terá que terminar, uma responsabilidade que ainda não é própria para a idade. Fazer isso é trazer as crianças para a idade que elas têm com toda a alegria de curtir as novas amizades.

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